vendredi 23 octobre 2009

La Valse des Lilas - Eddie Marnay, Eddie Barclay & Michel LeGrand.

On ne peut pas vivre
ainsi que tu le fais
D'un souvenir
qui n'est plus qu'un regret
Sans un ami
et sans autre secret
Qu'un peu de larmes
Pour ces quelques pages
de melancolie
Tu as fermé le livre de ta vie
Et tu as cru que tout était fini...
..Mais tous les lilas de Mai
N'en diniront N'en finiront jamais
De fair' la fête au coeur des gens
qui s'aiment s'aiment
Tant que tournera
Que tournera le temps
jusqu'au dernier
Jusqu' au dernier printemps
Le ciel aura
le ciel aura vingt ans
Les amoureux en auront tout au tant...

Constatação n° 5

Para ter o que dizer, é preciso escrever.

La Bien Pagá - Hay pocas canciones en el mundo igual que ésta - Es la óstia

Carlos Cano

Ná te debo,
ná te pido
me voy de tu vera,
olvídame ya
que he pagao con oro
tus carnes morenas
no maldigas paya,
que estamos en paz.

No te quiero,
no me quieras
si to me lo diste,
yo ná te pedí
no me eches en cara
que tó lo perdiste
también a tu vera
yo tó lo perdí.

Bien pagá,
si tu eres la bien pagá,
porque tus besos compré
y a mí te supiste dar
por un puñao de parné
bien pagá, bien pagá
bien pagá fuiste mujé.

No te engaño,
quiero a otra,
no creas por eso
que te traicioné
no cayó en mis brazos,
me dió sólo un beso,
el único beso
que yo no pagué.

Ná te pido,
ná me llevo
entre esas paredes
dejo sepultás
penas y alegrías
que te he dao y me diste
y esas joyas que ahora
pá otro lucirás.

Bien pagá,
si tu eres la bien pagá,
porque tus besos compré
Y a mí te supiste dar
por un puñao de parné
bien pagá, bien pagá
bien pagá fuiste mujé.

lundi 7 septembre 2009

inverno tropical

neste fim de noite
de setembro
estamos em dois mil e nove
ainda não é verão
mas já foi
e ainda é em algum lugar

alguém sentado diante
de um teclado
admira cada letra
que forma uma palavra
iguais a tantas

ainda não aconteceu
está indo
tudo se move
sem nome nem código
ainda não é meia-noite

lundi 9 mars 2009

como se eu não
nem mesmo eu
acreditasse

que vergonha
sinto uma enorme
vergonha de mim

mardi 24 février 2009

Sono

Meu maior prazer é sentir uma necessidade do corpo;
Meu segundo maior prazer é saciá-la.

Qual de nós confia na nossa verdade?

Hoje ouvi aquela frase bonita
Aquela que diz que tudo podemos
Ouvi aquela frase de esperança
e conformismo

Aquela que impulsiona para frente
Hoje ouvi de outra pessoa
Aquela frase que tantas vezes repito

Ouvi uma boca articular meu pensamento
Fiquei feliz em saber disso: saber
que há esperança noutros corações.

Tão bonito ouvir dizer que
o ter é uma função do querer
Que a vontade tudo pode
Transforma o mundo

É sempre tão reconfortante
Saber que ainda não estamos mortos
Que teremos o que queremos
Que para isto basta de verdade

Querer...

?

Sem astúcia,
Ausente de mim.
Confusa, diria, inerte.

Comprimida,
Sem resgate, atropelada
Desavisada, quase cega.

Atropelou porque não viu.
Não foi falta de tempo,
Nem de instrução.

Pensou que podia ir
Mas ainda não sabe se foi
ou se errou.

dimanche 7 décembre 2008

una y otra vez

qué es lo que me pasa ?
no lo puedo frenar

qué sentimiento más raro
no le puedo olvidar

qué lástima tan fuerte
no la puedo quitar

qué hago yo con eso?
no lo puedo cargar

dimanche 16 novembre 2008

Contatação n° 3

A melancolia é a tradução para o estado daquele que foi contrariado.

samedi 15 novembre 2008

Sabedoria

Na hora do sono é melhor dormir.

Balde de água fria

Esse amor tão intenso que sinto
é chama, como dizem, tão forte
que me queimou inteira mês passado

Preciso de sombra e água fresca.
Será remédio?

Luz do sol

Podia inundar páginas inteiras
De dentro de mim não falta

Não não falta inspiração
Me basta olhar as pessoas
Ver como se vestem
Saber o que pensam

Poderia sim infestar tudo
Muitas caixas de correio
Gastar muita tinta
Distribuir papel

Em que escrevesse
Toda sorte de impropérios
Que maldissesse toda arrogância
que lamentasse os seres

Posso retirar de dentro de mim
Tudo o que penso sobre nós
Sobre nossa vaidade boba
e nossa inútil vontade de ser

Mas não, não vou preencher
qualquer lacuna
dando resposta sem fé
falando levianamente

Vou deixar que amanhã
a luz do sol na minha varanda
me encha de alegria
e me permita voltar à vida.

Não canto (para Cecília Meireles)

Eu, poeta, não canto.
Calo: meu canto é triste
Sou responsável.

A vida já é por demais triste
para que eu,
desafinada como sou,
a polua.

vendredi 31 octobre 2008

Viver

Quantos anos são precisos? De quantos anos eu preciso? Com quantos anos eu preciso? Faz quantos anos que eu preciso? Para quantos anos eu preciso? Quantos de tantos anos são precisos? De quantos de tantos anos eu preciso?

Por que preciso de alguns anos? Para o quê? O que faria com tantos anos? O que ando fazendo nestes anos? Com quantos anos preciso saber disso? Nem quantos dos tantos anos me farão saber, nem todos de muitos anos, nem qualquer esquizofrenia, nem qualquer loucura, nem qualquer demência ou boa razão me darão anos para discernir aquilo tudo que dizem ser preciso para viver

Com tudo isso, ainda não tenho a certeza de que dos tantos anos que preciso quase nenhum é preciso para saber do que preciso para viver.

dimanche 14 septembre 2008

Sobre o time em que jogo

Eu não jogo no seu time
Eu não jogo para você
Eu jogo contra você
Eu defendo o meu time.


Meu mundo é hoje

Paulinho da Viola Composição: Wilson Batista

Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Meu mundo é hoje não existe amanhã pra mim
Eu sou assim, assim morrerei um dia.
Não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia.
Tenho pena daqueles que se agacham até o chão
Enganando a si mesmo por dinheiro ou posição
Nunca tomei parte desse enorme batalhão,
Pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.

Dama da noite

As flores, tão brancas, iluminam a noite.
No dia seguinte, o sol, de tão iluminado,
Permite as coitadinhas descansarem.

Passado

Tudo aquilo foi tanto
Foi vida, foi bárbaro
Era história, era relato

Tudo aquilo foi relato,
Foi tanto, foi vida
Era história, era bárbaro

Tudo aquilo foi bárbaro
Foi história, foi relato
Era tanto, era vida

Tudo aquilo foi vida
Foi relato, foi história
Era bárbaro, era tanto

Minha poesia

Não deve ser relato
Deve ser poesia

Falar do teu retrato,
Da nossa bohemia

Não deve ser de fato
Será só fantasia?

samedi 16 août 2008

Chance

Excusez-moi
Pourriez-vous m'aider à m'en sortir?
Ah bon, merci!
Je ne croyais pas qu'il me fallait subir.

Comprimée

Excusez-moi
Dans quel sens je ne dois pas bouger?
Ah bon, merci
Je pensais que c'était à la gauche ou à la droite.
Je n'ai jamais essayé d'aller vers le haut.

Je m'arrète

Excusez-moi
Dans quel sens je dois aller?
Ah bon, merci!
Je pensais qu'il fallait bouger.

Excuse

Excusez-moi,
Dans quel sens je dois aller?
Ah bon, merci
Je ne savais pas qu'il ne fallait pas
bouger.

Vous

Je vous reconnais
C'est vous
Vous, vous-même
Personne
Je vous reconnais
C'est vous
Vous, vous-même
Personne

Confidence

Hier soir il m'a confié
que la tristesse décrite dans des nombreaux poèmes
des meilleurs poètes du monde
ne se compare pas avec la sienne.

Hier soir il a admis
qu'il souffre comme il n'a jamais pu imaginer.

Hier soir il m'a dit
qu'il aimerait être content.

vendredi 15 août 2008

Musique pour l'esprit

C'est la seule raison d'avoir un esprit
Entendre de la musique
De la musique qui chante
et qui traduit tout sentiment
Sentimet qui à la fin
N'est qu'un sentiment de musique

Et la poesie n'est que la musique
Et si la poesie n'est pas un sentiment
Une melodie
N'est plus poesie
N'a jamais été poesie

Musique

L'été 42 Michel Legrand


C'était l'été 42
On hésitait
Encore un peu
Entre l'amour et l'amitié
Et puis un jour
Tout simplement tu t'es offerte

C'était l'été 42
J'avais quinze ans
Tu étais belle
Autour de nous c'était la guerre
Et moi dans tes bras
Je criais : je t'aime !
Dans mes bras
Tu pleurais : je t'aime
On avait peur
On était heureux

C'était l'été 42
J'avais quinze ans
Tu étais belle
C'était l'été de mon premier amour

lundi 17 mars 2008

Felicidade

Coisa boa é poder voltar para casa,
o resto é balela.

lundi 10 mars 2008

Vida surrealista: uma homenagem a Buñuel ou como é contraditório ter e já não ter porque o mesmo já não é o mesmo ainda que seja o mesmo.

;
Ele era um homem muito bem humorado.

lundi 3 mars 2008

O título do meu próximo livro infantil será Érica é exotérica.

lundi 18 février 2008

Eu te amo

Quando se aproxima o dia da sua chegada,
caio nesse vasto mundo das lembranças e
começo a me derreter ao menor sinal que
me remeta ao profundo amor que sinto por você.

Estou morrendo nos clichês de saudade de você.

vendredi 15 février 2008

Toujours une pierre

Vous n'êtes qu'une pierre au milieu de mon chemin.
Et, est-ce que vous savez ce que je fais avec une pierre au milieu de mon chemin?

Moi, moi, moi?!

Je l'ignore.

Toujours une pierre 2

Vous n'êtes qu'une pierre au milieu de mon chemin.
Et, est-ce que vous savez ce que je fais avec une pierre au milieu de mon chemin?

Moi, moi, moi?!

Je l'écrase.

jeudi 20 décembre 2007

Minha alma pura e bela

Minha alma é ainda ingênua, algo pureza, algo esperança, algo dedicação. As almas que encontro são dedicadas e cheias de esperança, mas não são puras, nem ingênuas, as almas que eu encontro.

As almas que eu encontro são podres e maliciosas. Sinto que elas têm vontade de se limpar. Elas são tão ambiciosas, as almas que eu encontro, que percebo que até gostariam de se iluminar, resplandecer, inebriar.

Mas a minha alma ingênua, que ainda é tão ingênua e pura nem percebe isso e se vai.

Frases-remédio

Só queria dizer para você que não estou em tratamento. Mas se eu falasse isso, você não entenderia. Então, do que adianta falar?

A vida dos homens

Já disse muita vezes que desconfiei sistematicamente de quase todas as informações que me deram. Desconfiei de minha mãe, quando ela me contou sua experiência sobre o mundo. Desconfiei que o mundo pudesse ser tão feio, escroto e mesquinho como dizia. Pensava sempre comigo: Não pode ser, não pode ser, não pode ser. Não me lembro que justificativa me pude apresentar para ser tão otimista, mas o fato é que tenho acreditado em cada um dos idiotas seres humanos que se aproximaram de mim nos últimos anos.

O maior choque que tomei até agora foi perceber que dentre aqueles que mais amamos, porque são sangue do nosso sangue, figuram caráteres deploráveis por razões tão diversas como a prática da trapaça ou da cobiça, por exemplo. Isso foi triste. Conviver nem tanto. Posso me lembrar do dia em que percebi isso. É de certa forma loucura minha sair fuçando as intimidades dos outros para encontrar neles defeitos imperdoáveis, esse é quiça o meu defeito incontornável.

O fato é que quando encontro, aquilo passa a fazer parte do primeiro plano. De resto, nada mais interessa. Transformo o oposto do defeito encontrado, na qualidade mais apreciada por mim. Ela passa a reger todas as minhas práticas, todos os meus interesses, toda a minha fonte de felicidade. E o que era antes gente, vira um bicho execrável, representação de toda sorte de podridão humana, de toda desgraça.

Essa prática está me fazendo percorrer o mesmo caminho de minha mãe. Não tenho filhas, porque se tivesse, em sua adolescência seria provável que repetisse tudo o que ouvi de minha mãe. Que é preciso ter cuidado com as pessoas, que cada uma delas guarda interesses excusos e que costumam agir de má fé. Minha energia para combater essa visão do mundo de minha mãe está minando. Resta algo de alegria em mim. De esperança, de beleza. Tenho amigos adoráveis, pessoas de bom coração, em quem acredito sem pestanejar.

Meu filho é homem. Coitado, eu diria. Quanta responsabilidade carrega só porque nasceu homem. A vida dele é de cão, e se consigo formá-lo bem, tenho que dotá-lo de personalidade forte, plástica e de uma ética que deve se adaptar às situações que enfrentará ou a seus objetivos pessoais. Se ele não for assim, o coitado, se ele não viver a sua vida de cão inconsciente de seu papel neste mundo, será raro que guarde, pelo menos como eu, esse pouco de alegria, esse quase esperar, essa faísca que pode acender um dia.

Se não guardar não será um idiota, mas será tão infeliz que talvez não possa viver sua própria vida. A consciência é a maior tragédia que pode cair sobre um ser humano. A felicidade está na cegueira, na ilusão, no encantamento. Queria acreditar em Deus para rezar todos os dias pela minha alma e pela alma do meu filho. Eu não sei dizer neste momento em que grau se encontra minha depressão.

jeudi 13 décembre 2007

Um mundo finito

Infelizmente, minha cara amiga,
o infinito é apenas uma das nossas mais belas abstrações.
Já o vazio se vê em todo lugar,
em qualquer cômodo da casa, em espaços bem habituais.

Pior que ver o vazio é senti-lo e saber que ele me preenche.

vendredi 7 décembre 2007

Inveja

Tenho inveja daqueles que persistem. Minha história não é de resistência nem de luta. Não tem glória na minha história, não tem ousadia, não tem desafio.

Desafio é enfrentar, permancer, continuar, persistir.

Eu, ao contrário, desisto.

Tristesse

Num dia como hoje, que me vejo triste triste, fico me perguntando de onde saiu, porque persiste, como posso curar...e sempre tem algo no fundo que me diz que foi ontem, que foi ontem que eu errei, que foi ontem e que eu preciso voltar, e que eu preciso voltar, simplesmente voltar...

Handicapé

Outro dia me veio um flash e pensei por um segundo na vida daqueles que são cegos, mancos ou que padecem de algum problema físico. Sinceramente pensei que eles não diferem em nada dos outros "normais". Não que eu esteja querendo aqui defender idéias políticas em torno do tema, estou passando longe disso, o que eu quero dizer é que se não me falta visão, nem audição, muito menos uma perna ou uma capacidade de locomoção, me falta outra coisa, me falta e falta com certeza a cada um de nós.

No meu caso, me falta a vida.

Ver o vazio

Tenho certo medo de continuar achando a vida um tédio até os meus quarenta anos. O que será que farei quando esse dia chegar? De que alimento preciso para criar ânimo? Por que o mundo se apresentou tão feio para mim?

Existe explicação para isso ou a resposta é essa mesma que eu já tenho?

Estrangeira

Ja estive em muitos lugares onde minha percepção foi mais aguçada porque eram novos, estranhos, surpreendentes. Hoje, estou de novo num novo, surpreendente e estranho lugar. Minha percepção mudou, mudou muito. Já não tenho vontade de perceber, já nem quero ver, nem quero mesmo olhar o que está escancarado diante dos meus olhos. Meu desejo maior diário é chegar em casa e ver o trivial.